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12 de jan. de 2012

Jornal CS

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 Informalmente, sem recorrer a dicionários, a palavra “politizar” pode ter dois significados relevantes. Um deles, aplicado por quem a utiliza negativamente, diz respeito a quem passa por cima das evidências técnicas ou científicas de um tema, aplicando-lhe sentido partidário, ideológico ou classista. Na outra ponta, os que usam o verbete de forma positiva, apontam-no como o ato de liberar as mentes e as ações das pessoas e dos grupos da sociedade, para uma melhor compreensão da política, especialmente quando esta se volta para a superação dos entraves que tornam o poder refém de minorias contrárias aos interesses do povo.
Em ambos os casos, para mim, a expressão ‘politizar’ é interessante e importante.
No caso, quando politizar significa abrir polêmica e disputar um espaço no quadro social ou intelectual, essa palavra assume a justa e necessária (e difícil em nosso sertão norte-mineiro) luta das pessoas ou de seus grupos sociais por vias de participação nos foros de discussão e/ou de decisão da sociedade e do Estado. Politizar é, neste contexto, exercer o sagrado princípio democrático de livremente poder expressar ideias, equivocadas ou não, brandindo-as contra outras opiniões que estão postas, ou fundindo-as, formando um conjunto crítico de questionamentos, de projetos e de respostas. A polêmica daí surgida tem valor na medida em que desperta as atenções, até então dispersas e acomodadas, para assuntos de relevância para a vida de muitos. Não há que se ter medo de ‘politizar’ debates. O receio deve existir quando aparentemente todos concordam com algo que, no submundo dos “medos de falar” ou dos “silêncios impostos”, ainda permanece nas centelhas da dúvida ou da inconformidade. Aí sim, há riscos para a sociedade. ‘Politizar’ seria a consequência lógica e coerente da atitude cidadã em uma sociedade livre, multicultural e democrática. Tomar partido é atitude correta e corajosa de quem tem ideias e as quer apresentar à crítica e ao ‘todo-social’. É virtude ter posicionamento, defendê-lo, lutar por ele. É sabedoria respeitar as divergências, mesmo quando não se abre mão daquilo que se acredita.
Quando politização assume o sentido de ação libertadora da sociedade, ela se explica numa atitude pedagógica que leva pessoas e grupos a tomarem consciência do seu papel político, da importância da política e de como se constituem a sociedade, o Estado e os seus mecanismos de existência e sustentação. É mais do que fazer as pessoas assumirem partidos políticos, candidatos ou ações de campanha em época de eleições. É um processo lento, duradouro e constante. Realiza-se mais com exemplos de práticas honestas, do que com teorias ou esquemas supostamente científicos. Esta concepção de ‘politização’ deveria ser de responsabilidade de todos, especialmente dos políticos (mas aí já é querer demais!) e também da família, das igrejas, das escolas, do judiciário, das associações da sociedade civil, enfim, de todos os que querem uma sociedade mais justa e em conformidade com o estado de direito.
Os políticos ‘politizariam’ a sociedade se, em princípio, começassem a agir conforme suas atribuições legais, não se fazendo passar por vendedores de ilusões ou mágicos. Bastaria que vereadores fossem tão somente vereadores e que prefeitos não se tornassem pequenos ditadores (existem os bons políticos, deixe-se claro!). Também, se a lei fosse aplicada a todos por igual, principalmente não havendo privilégios a ricos e abusos com os pobres, a sociedade seria ‘politizada’ quanto aos seus direitos e deveres, não ficando submetida ao clima deseducador da impunidade que paira no ar.
Famílias, escolas, igrejas e associações fariam muito bem à ‘politização’ social se levassem os seus membros a se tornarem mais críticos, interpretativos dos sinais dos tempos, líderes em variadas situações, atuantes em favor da dignidade humana, justos nos negócios e na lida em sociedade.
Não tenha medo de ‘politizar’. A coragem está em ser livre para manifestar aquilo em que se acredita.

9 de dez. de 2011

Jornal CS

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No Dia Internacional de Combate à Corrupção, quem merece parabéns?


Hoje é o Dia Mundial de Combate à Corrupção. Em Brasília, a data receberá tratamento discreto nos Três Poderes. Da polêmica sobre os “bandidos de toga”, passando pela absolvição de Jaqueline Roriz na Câmara dos Deputados e os seis ministros sob suspeita demitidos do governo Dilma, a data não será marcada por um período exatamente simbólico. Sem contar que há duas semanas o Brasil apareceu em 73º lugar no ranking de percepção de corrupção feito pela Transparência Brasil.
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8 de dez. de 2011

Jornal CS

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Norte de Mina se preocupa com impactos da atividade mineraria e realiza audiência publica

Com informações da ALMG

A Comissão de MInas e Energia esteve em Taiobeiras, no Norte de Minas nesta sexta-feira (2), a pedido do Deputado Estadual Rogério Corrêa, onde realizou audiência pública sobre os investimentos minerários da região. O momento serviu também para as comunidades atingidas pela mineração apresentarem denúncias, já que a ação das mineradoras têm causado muitos problemas. As comunidades reclamam de falta de informação sobre os projetos, e também de transtornos já provocados na fase de pesquisas.
Na comunidade quilombola de Peixe Bravo, município de Rio Pardo de Minas por exemplo, moradores ficaram por mais de uma semana sem poder consumir água de suas nascentes devido a contaminação causada pelas empresas que pesquisam o minério. Já em Riacho dos Machados, a empresa mineradora tem pressionado a sociedade dos municípios a apoiarem o processo e tem trabalhado diligentemente para o não cumprimento de muitas condicionantes, inclusive não tem apresentado todos os estudos necessários e mesmo assim, tem recebido as licenças para funcionamento.
Essas foram apenas algumas das questões que contrapuseram aos interesses dos prefeitos e empresários que também estiveram presentes na reunião. Essa audiência foi solicitada pelo Mastro - Movimento Articulado dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Alto Rio Pardo e pela Associação Amigos de Porteirinha.
Os movimentos sociais da região foram mobilizados para fortalecer a luta pela justiça e pelos direitos dos povos!
Taiobeiras é vizinha de uma grande jazida de ferro e ouro. A exploração é pretendida por 7 empresas que devem iniciar as atividades a partir de 2014.
Na audiência, um biólogo que percorreu a região apontou as consequências da mineração para o meio ambiente, segundo ele, responsável por 38% do lixo produzido no planeta. Ele alertou ainda quanto ao potencial turístico na área que é cheia de grutas e cavernas.
Os deputados devem realizar um debate público em Belo Horizonte com a presença das empresas que estariam pressionando os proprietários a venderem as terras.


Foto: Jornal Folha Regional

21 de mai. de 2011

Jornal CS

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O Brasil em 1968


A Passeata dos Cem Mil foi um dos pontos altos do cenário político e social brasileiro em 1968.

A década de 1960 é marcada por transições significativas no Brasil e no mundo. Nos Estados Unidos, Robert Kennedy e Martin Luther King foram assassinados pela obra de forças de tom conservador. Na Tchecoslováquia, a “Primavera de Praga” colocava jovens em luta contra as exigências do socialismo nivelador e hegemônico imposto pela União Soviética. Entre os franceses, uma onda de protestosestudantis colocava fábricas em greve e questionava o tom conservador daqueles tempos.
Nessa mesma época, o Brasil vivia uma delicada transição política envolvendo a crise do populismo e a instalação de um regime ditatorial. Chegando ao poder no ano de 1964, os militares alegavam que o país era seriamente ameaçado por uma revolução que envolveria a ação de estudantes, movimentos sociais e sindicalistas influenciados pelo comunismo. Segundo o seu próprio discurso, os militares pretendiam salvaguardar a democracia por meio da sua “revolução”.
Em certo sentido, uma parte das classes militares acreditava que o golpe de 1964 deveria ter vida curta. Serviria como uma ação cirúrgica, capaz de em pouco tempo devolver o posto presidencial para as mãos dos civis. Por outro lado, outro grupo de militares, conhecidos como integrantes da chamada “linha dura”, desejavam o prolongamento do governo militar e uma ação de repressão mais sistemática contra os grupos de esquerda existentes.
Já nessa época, alguns militantes estudantis e outras lideranças de esquerda acreditavam que a via democrática e os partidos políticos não seriam capazes de ameaçar o governo militar. Desse modo, preferiram organizar guerrilhas rurais e urbanas que tentavam desestabilizar o regime através de assaltos, sequestros e ataques contra os possíveis representantes do regime. Naquele ano, a Vanguarda Popular Revolucionária realizou ataques contra um hospital e lançou explosivos contra um quartel do Exército.
No mês de março uma grande agitação estudantil tomou as ruas do Rio de Janeiro para protestar contra a qualidade de serviços prestados aos estudantes universitários. Durante a manifestação, o estudante Edson Luís, de apenas dezesseis anos, foi morto pelos militares. O evento chamou atenção dos veículos de comunicação e logo serviu para que as críticas ao regime se intensificassem. No velório do estudante, uma aglomeração com cinquenta mil pessoas expunha a desaprovação popular ao acontecido.
No dia 26 de junho, a Passeata dos Cem Mil, ocorrida no Rio de Janeiro, reuniu trabalhadores, políticos, artistas, professores, religiosos e estudantes decididos a questionar a repressão daqueles tempos. Apesar de ter um clima pacífico, essa passeata serviu de exemplo para que eventos de semelhante natureza acontecessem em outros pontos do país, intensificando o repúdio ao governo militar. Em São Paulo, estudantes esquerdistas da USP entraram em confronto contra os anticomunistas do Mackenzie.
Naquela mesma época, as autoridades militares conseguiram desarticular uma reunião clandestina da União Nacional dos Estudantes, acontecida na cidade paulista de Ibiuna. Aproximadamente 900 estudantes foram presos pela simples participação naquele evento político. Em alguns casos, os pais dos jovens evolvidos foram perseguidos ou exonerados de suas funções públicas.
No Congresso Nacional, o discurso crítico e irônico do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara, deu uma feição institucional aos que se opunham a ingerência militar. Logo após o proferimento, o procurador-geral da República selecionou alguns trechos isolados do discurso e realizou cópias a serem distribuídas nos quartéis. A repercussão das palavras proferidas por Márcio Moreira serviu de pretexto para que as liberdades individuais fossem ainda mais restringidas.
O governo pediu ao Congresso uma autorização para processar o deputado e anular a sua liberdade parlamentar. Em votação, os congressistas negaram o pedido dos militares. Sentindo-se acuado, agora pelas vias políticas, o governo militar decidiu estabelecer o Ato Institucional nº 5. Pelo decreto, oficializado em 13 de dezembro, diversos direitos políticos e individuais foram suprimidos em prol do fortalecimento da repressão que marcou o governo militar.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

17 de jan. de 2011

Equipe Ciências Sociais 2.10

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Domínio Público
Oi, venho aqui hoje para falar novamente a vocês sobre o Portal Domínio Público, site que corre o risco de sair da rede por falta de acesso. O site fornece materiais excelentes para a Educação, fornecendo livros, música, vídeos entre outros, para download gratuito, com fins de ajudar no desenvolvimento educacional através do mundo da Internet.
E para Acadêmicos dos Cursos de Ciências Sociais e Ciência Política tem uma grande variedade de textos relacionados aos cursos, não só estes citados, mas a todos que tem relacionamento com Política (Portal Domínio Público - Textos Ciências Política). Acesse o Portal do Domínio Público, não só para manter-lo, mas pra você mesmo adquirir maior conhecimento e materiais para seu desenvolvimento no curso ou no ensino que esteja fazendo.


Acesse:

9 de dez. de 2010

Despotismo esclarecido

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Frederico II da Prússia, monarca que incorporou princípios iluministas em seu governo.


A proeminência dos ideais iluministas, surgidos durante o século XVIII, concebeu um conjunto de transformações que não se limitou ao universo letrado e burguês. As diretrizes desse novo movimento também estabeleceram interessantes transformações no interior de algumas monarquias absolutistas européias. Era o início de um movimento conhecido como despotismo esclarecido. Os tronos da Rússia, França, Áustria e da Península Ibérica foram os principais focos dessa redefinição política. 
Sem abandonar as benesses do regime monárquico, os reis desses países enxergavam a necessidade do domínio de alguns saberes considerados úteis na tomada de decisões político-administrativas. O monarca deveria dominar os princípios iluministas ou, no mínimo, estar assessorado por ministros que conhecessem as mais importantes obras do pensamento filosófico e econômico iluminista. Dessa forma, a razão ganhava espaço no cenário político europeu. 
A idéia de que o rei era a personificação do Estado cedeu lugar para governos que contavam com uma nova diretriz política capaz de delegar cargos a indivíduos sintonizados com as necessidades racionais do governo e da população. Ministros e filósofos deveriam ser os principais conselheiros da autoridade real. A Igreja, representada pelo Alto Clero, perdeu boa parte de sua influência anteriormente exercida junto às monarquias. 
Apesar dessas modificações, o despotismo esclarecido vetava a idéia de se restringir a autoridade monárquica. Os princípios democratizantes e liberais do iluminismo eram postos para fora dos palácios reais. A principal meta desse movimento de reforma política era a melhoria do funcionamento da máquina burocrática. Dessa forma, o poder do Estado e o desenvolvimento da economia nacional alcançariam resultados mais expressivos e eficientes. 
Na Prússia, o rei Frederico II (1740 – 1786) foi fortemente influenciado pelos ensinamentos de Voltaire. Durante seu reinado, os castigos físicos foram banidos e as leis sofreram reformas. A educação básica tornou-se obrigatória e todos os cultos religiosos foram permitidos. Em contrapartida, as tradições feudais e a irrevogabilidade do poder monárquico foram preservadas. Além disso, contrariando os princípios liberais do iluminismo, adotou medidas econômicas de natureza protecionista. 
Sob o comando do ministro Aranda, a Coroa Espanhola incentivou a ampliação da indústria têxtil e deu fim às práticas comerciais monopolistas no país. Além disso, criou novos cargos públicos que facilitaram o controle da Coroa sobre as finanças e gastos empreendidos pelo governo do rei Carlos III. Na Áustria, José II (1780 – 1790) imprimiu uma forte mudança ao promover a igualdade jurídica de toda a população, concedeu a livre opção religiosa e se opôs à marginalização dos não-católicos. 
O governo de Catarina II (1762 – 1796), rainha da Rússia, apresentou as maiores contradições do despotismo esclarecido. Por um lado, foi aconselhada por diversos filósofos iluministas franceses e, por isso, promoveu a liberdade religiosa em seu país e incentivou o refinamento dos costumes das elites russas. Em contrapartida, ampliou os direitos dos senhores feudais piorando ainda mais as condições de vida do campesinato russo.

O despotismo esclarecido e o Brasil 
Em Portugal, o marquês de Pombal foi o representante do governo ilustrado de Dom José I (1750 – 1777). Entre outras medidas, promoveu uma reforma educacional e incentivou o desenvolvimento manufatureiro lusitano. Instalou a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro buscando melhorar a qualidade do vinho exportado pelo país. Além disso, reconstruiu a cidade de Lisboa, que fora vítima do grande terremoto de 1755 e procurou modernizar as organizações militares nacionais. 
Sua ação administrativa também teve reflexos na relação colonial com o Brasil. Ele foi responsável pela expulsão dos jesuítas, que apresentavam uma ameaça à supremacia política da Coroa em terras brasileiras. Além disso, proibiu a escravidão indígena com o objetivo de ampliar os lucros obtidos com o tráfico negreiro. No campo da administração da colônia, Pombal extinguiu o sistema de capitanias hereditárias que foram incorporadas aos domínios das capitanias da Coroa. 
Preocupado em ampliar os lucros do Estado português, marquês de Pombal impôs uma rígida política fiscal na colônia. Ele foi responsável pela cobrança da derrama nas regiões mineradoras e estabeleceu o controle direto da Coroa sobre a exploração das atividades diamantíferas. Ao mesmo tempo, vetou o desenvolvimento de qualquer atividade manufatureira na colônia que representasse algum tipo de ameaça aos interesses econômicos de Portugal. 
Mesmo tentando buscar a melhora da burocracia e da economia portuguesa, Pombal sofreu forte oposição dos setores monárquicos lusitanos. Após a morte de Dom José, Pombal foi destituído de seu cargo. No governo de Maria I, a Louca, algumas das “reformas pombalinas” foram revogadas.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


28 de nov. de 2010

3 de nov. de 2010

Livro - Política I

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Livro - Política I - O Segundo Tratado Sobre o Governo - John Locke
Download: (Clique Aqui)

John Locke
Considerado um dos mais importantes pensadores da doutrina liberal, John Locke nasceu em 1632, na cidade de Wrington, Somerset, região sudoeste da Inglaterra. Era filho de um pequeno proprietário de terras que serviu como capitão da cavalaria do Exército Parlamentar. Mesmo tendo origem humilde, seus pais tiveram a preocupação de dar ao jovem Locke uma rica formação educacional que o levou ao ingresso na academia científica da Sociedade Real de Londres.
Antes desse período de estudos na Sociedade Real, Locke já havia feito vários cursos e freqüentado matérias que o colocaram em contato com diversas áreas ligadas às Ciências Humanas. Refletindo a possibilidade de integração dos saberes, o jovem inglês nutriu durante toda a sua vida um árduo interesse por áreas distintas do conhecimento humano. Apesar de todo esse perfil delineado, não podemos sugerir que Locke sempre teve tendências de faceta liberal.
Quando começou a se interessar por assuntos políticos, Locke inicialmente defendeu a necessidade de uma estrutura de governo centralizada que impedisse a desordem no interior da sociedade. Sua visão conservadora e autoritária se estendia também ao campo da religiosidade, no momento em que ele acreditava que o monarca deveria interferir nas opções religiosas de seus súditos. Contudo, seu interesse pelo campo da filosofia modificou paulatinamente suas opiniões.
Um dos pontos fundamentais de seu pensamento político se transformou sensivelmente quando o intelectual passou a questionar a legitimidade do direito divino dos reis. A obra que essencialmente trata desse assunto é intitulada “Dois Tratados sobre o Governo” e foi publicada nos finais do século XVII. Em suas concepções, Locke defendia o estabelecimento de práticas políticas que não fossem contras as leis naturais do mundo.
Além disso, esse proeminente pensador observou muitos de seus interesses no campo político serem tematizados no interior de seu país quando presenciou importantes acontecimentos referentes à Revolução Inglesa. Em sua visão, um poder que não garantisse o direito à propriedade e à proteção da vida não poderia ter meios de legitimar o seu exercício. Ainda sob tal aspecto, afirmou claramente que um governo que não respeitasse esses direitos deveria ser legitimamente deposto pela população. 
No que se refere à propriedade, Locke se utiliza de argumentos de ordem teológica para defender a sua própria existência. Segundo ele, o mundo e o homem são frutos do trabalho divino e, por isso, devem ser vistos como sua propriedade. Da mesma forma, toda riqueza que o homem fosse capaz de obter por meio de seu esforço individual deveriam ser, naturalmente, de sua propriedade.
Interessado em refletir sobre o processo de obtenção do conhecimento e a importância da educação para o indivíduo, Locke foi claro defensor do poder transformador das instituições de ensino. De acordo com seus ensaios, o homem nascia sem dominar nenhuma forma de conhecimento e, somente com o passar dos anos, teria a capacidade de acumulá-lo. A partir dessa premissa é que o autor britânico acreditava que as mazelas eram socialmente produzidas e poderiam ser superadas pelo homem.
O reconhecimento do legado de Locke ocorreu quando ele ainda era vivo. Durante a vida, teve a oportunidade de ocupar importantes cargos administrativos e exerceu funções de caráter diplomático. Na Inglaterra, chegou a ocupar o cargo de membro do Parlamento e defendeu o direito dessa instituição indicar os ministros que viessem a compor o Estado. Respeitado por vários outros representantes do pensamento liberal, John Locke faleceu em 1704, na cidade de Oates, Inglaterra.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


27 de out. de 2010

Áudio Aula - Política

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Áudio Aula 01 - Política I - Questinário Marquiavel e Hobbes 
http://www.4shared.com/audio/RFh4HOtc/udio_Aula_01_-_Poltica_I_-_Que.html

Áudio Aula 02 - Política I - Questinário Marquiavel e Hobbes
http://www.4shared.com/audio/2CkRCBaX/udio_Aula_02_-_Poltica_I_-_Que.html

Aviso - Web Aluno

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Gente acesse a Web Aluno - Unimontes e veja como esta sua situação diante as notas e a presença em cada Disciplina.

A Importância do voto

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O eleitor, na hora de votar, deve escolher bons candidatos.
O voto é um direito de todos os seres humanos que vivem em regime democrático, que consiste em escolher individualmente o candidato que assumirá a representação de toda a sociedade.
Para determinar o candidato a ser votado, as pessoas precisam avaliar seus planos e projetos para melhorias na região. A conscientização da população para o voto justo e incorruptível é uma boa maneira de diminuir a quantidade de pessoas subornadas e compradas ilegalmente, e o policiamento nos locais de votação.
Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório para todas as pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos, ele contribui para eleger uma pessoa de forma legal, já que a lei prevê que uma pessoa somente poderá assumir cargos governamentais se elegidos com maior número de votação. É importante que o voto seja realizado a partir da satisfação do eleitor no candidato e nas possibilidades de melhoria, pois o voto não deve ser visto como uma troca de favores, quando o eleitor vota e ganha com isso dinheiro, cesta básica, brinquedos, asfalto e outras coisas.
A compra de votos é ilegal, bem como a boca de urna, onde um representante de determinado candidato tenta convencer as pessoas a elegê-lo. Vale lembrar que uma pessoa capaz de utilizar de suborno e compra de votos não será um bom representante da nação ou região, pois a corrupção se mostra antes mesmo da posse do cargo público, já que busca se promover através de métodos ilegais.
No período de votação é necessário assistir o planejamento feito por cada candidato e ainda atentar para os debates feitos em emissoras de TV, pois tais debates revelam muito sobre cada candidato.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola