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6 de mar. de 2012

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Habermas Entrevista (80 anos 18/jun/2009)





Entrevista com Jürgen Habermas, filósofo alemão, autor da Teoria da Esfera Pública. Áudio original em inglês do video youtubedavidmeme, com legendas em português. Habermas fala sobre a democracia deliberativa e a teoria da ação comunicativa, agir comunicativo. Legendas, arte esfera pública atual, edição final Regina Cunha para o Seminário UFRN Estudos Culturais e Midiáticos, Mestrado em Estudos da Mídia. Bibliografia: Compreender Habermas, Walter Reese-Schaffer, Ed.Vozes, 2009.
(por favor, mencione a fonte)
mais docs em meu arquivo (www.scribd.com/regyna)

27 de fev. de 2012

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As diversas faces do carnaval

Durante o século XIX, o carnaval assumia feições bastante diferentes. 

Festa, diversão, riso e liberdades. Para muitos, estas são palavras que facilmente expressam o sentido que o carnaval assume no interior de nossa cultura. O uso das fantasias, as piadinhas jocosas das marchas e a entrega aos prazeres nos trazem a sincera impressão de que o carnaval tem um sentido universal de renovação da vida por meio de uma fuga temporária das obrigações que permeiam a vida dos indivíduos em seu cotidiano.
De fato, grandes teóricos destas manifestações salientaram com primazia estes valores encontráveis nos eventos carnavalescos ocorridos na Europa, principalmente, entre as passagens da Idade Média e do Renascimento. Contudo, tal fato não nos impede de perceber as nuances que tal data comemorativa ganha na medida em que toma espaço na cultura brasileira. Para que possamos vislumbrar tal diferenciação, podemos observar as primeiras festas de carnaval acontecidas no século XIX.
Sendo um assunto com uma quantidade de material pouco disponível, sugerimos que o professor trabalhe com os alunos o trecho de uma crônica do escritor José de Alencar que justamente descreve um desfile carnavalesco deste período. Segundo o autor:

“Muitas coisas se preparam este ano para os três dias de carnaval. Uma sociedade criada o ano passado, e que conta já perto de oitenta sócios, todos pessoas de boa companhia, deve fazer no domingo a sua grande “promenade” pelas ruas da cidade. A riqueza e o luxo dos trajes, uma banda de música, as flores, o aspecto original desses grupos alegres, hão de tornar interessante esse passeio dos máscaras, o primeiro que se realizará nesta corte com toda a ordem e regularidade. Quando se concluir a obra da Rua do Cano, poderemos então imitar, ainda mesmo de longe, as belas tardes do “Corso” em Roma.”

Para que as distinções que popularmente explicam o sentido do carnaval fiquem mais evidentes, peça para que os alunos produzam um breve texto sobre o significado do carnaval em nossa cultura. Só depois disso, entregue o pequeno texto com a descrição feita por José de Alencar. Após a leitura do documento, discuta com a turma os trechos que mais se contrastam com a explicação por eles produzida. Entre outros pontos, é interessante notar o destaque que Alencar deu à “ordem e regularidade” da festa.
Contudo, essa face comportada do carnaval se mostrava diferente de outras manifestações populares em que grupos de trabalhadores e escravos comemoravam a festa de outra maneira. Para demonstrar esse outro lado da festa carnavalesca, podemos contar com um relato do viajante francês Benajamin Gastineau, que diz:


“O Carnaval do Rio de Janeiro (Brasil) não possui nada de muito curioso; sua brincadeira mais espirituosa consiste em regar os passantes por meio de pequenas seringas; é verdade que a pessoa que for molhada tem o direito de entrar na casa de onde partiu a ducha e de devolver, mesmo às mulheres, cada gota d'água que recebeu. As elegantes brasileiras se utilizam, para esta recreação, de bolas ocas ou pequenas seringas cheias de água perfumada.”

Nesse outro relato, o aluno percebe a realização de brincadeiras que em nada tinham a ver com aspecto ordeiro do desfile anunciado por José de Alencar. Mais conhecida como “entrudo”, essa manifestação permitia a invasão do espaço privado com o uso de brincadeiras que iam contra os limites impostos por um mundo cingido pela seriedade. De forma mais geral, tais manifestações carnavalescas aconteciam entre as populações menos abastadas e tomavam o tempo de mulatos e escravos da capital carioca.
Para encerrar tal exercício de comparação, o professor pode incumbir a turma de uma tarefa onde possa notar, nos dias de hoje, manifestações carnavalescas de diferentes tipos. Para que seja possível a produção desse material, indique aos alunos algumas festas e eventos que se desenvolvem no carnaval contemporâneo. Dessa forma, o aluno pode ver no presente as nuances captadas no passado e perceber o caráter múltiplo que a cultura ganha no campo de seu exercício.
 
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

13 de fev. de 2012

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A Escola de Frankfurt

Theodor Adorno
A Escola de Frankfurt consistia em um grupo de intelectuais que na primeira metade do século passado produzia um pensamento conhecido como Teoria Crítica. Dentre eles temos Theodor Adorno, Max Horkheimer, Herbert Marcuse e Walter Benjamim. Com a II Guerra Mundial, eles saíram de Frankfurt, na Alemanha, para se refugiar nos Estados Unidos, voltando apenas na década de 50.
Na Europa do início do século XX, os rumos e os resultados a que se chegaram com os feitos políticos em nome do proletariado e de uma ideologia marxista começaram a ser reavaliados por alguns intelectuais. A ideia de que a luta entre burgueses e proletariado iria resolver as coisas era questionada ao se perceber o crescimento de uma classe média. Segundo consta, esta geração (subsequente aos primeiros marxistas) que conciliava a teoria (o trabalho intelectual) com o comando do partido socialista tinha o mal-estar de não possuir uma definição exata do marxismo.
O marxismo até então era consenso no Partido da Social Democracia, o qual entendia teoria e prática como palavras sinônimas. Por volta de 1900, ocorreu uma espécie de clivagem, na qual as duas partes (teoria e prática) discutiam a realidade e os rumos do marxismo. O contexto europeu da primeira metade do século será fundamental para se compreender as bases do que veio a ser o “marxismo ocidental” como resposta aos impasses teóricos e políticos. Segundo Perry Anderson, o fascismo e o stalinismo foram as duas grandes tragédias que, de formas diferentes, se abateram sobre o movimento operário europeu no período entreguerras e que, juntos, pulverizaram e destruíram os potenciais criadores de uma teoria marxista nativa ligada à prática das massas do proletariado ocidental.
Enquanto teoria, o marxismo se tornava algo muito diferente de tudo o que o precedera, acarretando como ponto alto dessa mudança o deslocamento dos temas e das preocupações da intelectualidade marxista. As gerações que comporiam o marxismo ocidental (as quais assim o fizeram sem ter consciência disso, sem ter um ”projeto” definido com este nome) não eram mais os engajados líderes políticos de outrora, mas agora elaboravam uma produção intelectual que, em certa medida, se devia ao engajamento político do passado. Afastavam-se daquele passado clássico (do ponto de vista teórico) e, ao mesmo tempo, reavaliavam os resultados do marxismo no presente.
Desse modo, nasceu a Escola de Frankfurt, a qual se dedicou, a partir da década de 20, ao estudo dos problemas tradicionais do movimento operário, unindo trabalho empírico e análise teórica. Em virtude da perda de sua tradição intelectual, o marxismo para os frankfurtianos será alvo de um movimento autorreflexivo. O que será característico no marxismo ocidental é esta autorreflexão do que era, foi e seria futuramente o marxismo, com obras que trataram de temas como o “novo” papel do materialismo histórico, o conceito de história, a tomada da consciência de classe, a cultura, a arte, literatura, enfim, todos considerados como categorias e instrumentos para se pensar as transformações, a validade, as limitações, possíveis caminhos e leituras do marxismo diante da sociedade industrializada moderna. Segundo Danilo Marcondes, os autores ligados à Escola de Frankfurt não se pretendiam realmente comentadores ou intérpretes do pensamento de Marx, mas tinham como proposta buscar inspiração no marxismo para uma análise da sociedade contemporânea.
Para os frankfurtianos, a razão que desponta com a valorização da ciência cada vez mais evidente, trata-se de uma razão instrumental. Assim, o que se tinha era uma racionalidade de cunho positivista que visava a dominação e intervenção na natureza a serviço do poder do capital, estendendo-se esta dominação também aos homens, cada vez mais alienados dos processos sociais em que estavam envolvidos. Logo a ciência não seria imparcial, mas controlaria o exterior e o interior do homem. Ainda segundo Danilo Marcondes, para a Escola de Frankfurt alguns dos aspectos centrais dessa dominação da técnica seriam a indústria cultural e a massificação do conhecimento, da arte e da cultura que se produzia naquele contexto diluindo-se assim a força expressiva de cada um, seus significados próprios, transformando tudo em objeto de consumo.
Assim, os intelectuais da Escola de Frankfurt conduziram suas obras a uma esfera crítica e reflexiva quanto ao marxismo, abordando categorias e conceitos que ora dizem muito sobre as consequências e rumos da prática marxista do passado e daquele momento em que escreviam, ora dizem respeito a uma espécie de proposta ou releitura daquilo que poderia (ou não) e mereceria ser feito. Logo, será da preocupação em sugerir e descortinar uma realidade reificada e “contaminada” pela lógica capitalista que nascerão tais trabalhos, num questionamento quanto às maneiras de se alcançar a efetiva tomada da consciência de classe e, dessa forma, superar a conjuntura capitalista dada.

Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Fonte: Portal Brasil Escola - Sociologia

12 de jan. de 2012

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A Falencia Educacinal e Arte de Ensinar
Por: EDSON DA SILVA SANTOS
Se  um país tem o 1º ou qualquer posição economicamente no globo é na ordem economica mundial  priorando como base há educaçaõ está caminhando para seu desenvolvimento.
O Brasil nossa pátria amada,oitava economia do mundo tem seus problemas estruturais na base,não por opção mas por negligência pública é adminstrativa.A educação brasileira na sua forma da lei é boa até fico emocionado porém na prática atual e uma falta de coordenação dos orgão responsavel.Em primeirolugar o grande erro ou falta de insentivo vem do próprio lar,pais por frustações não investem nos filhos,se investisem,visaria o retorno contribuir para o desenvolvimento social.
minha referência será o ensino público,vejo como propaganda,não como incentivo a leitura e o labarotário de informática e so merchandising de alguma política predatoria.O aluno já vem desmotivado de casa por que o pai não consegue obter mas recursos para seu lar passando o período de tempo trabalhando do que com sua familia,é seu indice de escolaridade e baixo e pobre.
Esta desigualdade parece ser sentida ou não,a maioria vem com problemas,baixa estima,não acreditando que possa causar impacto no mundo.Os professores estão desmotivados que não conseguem dar aula,ou finge em dar aulas com o pouco que ganham.E tem alguns que acham isso bom quando menor se opóspoderemos ser manipulados.Alguns políticos adoram o pobre ingnorante que lhe rende homenagem que o idolatra,eles temem cidadões esclarecidos que reveendiquem o direito como cidadão mantendedor da sociedade.
Como mudar algo que está dando errado?Complicado os país tem que acreditar que seus filhos podem alcançar os seus objetivos revolucionando é não ficamos alienados por mídias digitais.Os alunos da rede pública se revoltasse com que estõ oferecendo a eles,já se tornaria um bom começo.Não vejo a situação se gladiando em tentar dar um ótimo plano educaçional estão se lixando para nós.Cristovon Buarque foi taxado como utopico quando propos que filhos de parlamentares deveria estudar em escola públicas,mas isso não resolveria a situação atual.
Alguns pensadores de plantão criticam o ENEM na realização de sua avaliação para o engresso nas univervidades públicas federais e institutos particulares.Não adianta sermos a oitava economia e tornados ingnorantes racional sem objetivo.Acredito que soluções para que passamos alçar vôôs para o conhecimento é não,só ficamos na margem.A revolta também nas universidades em seus vestibulares que eles cobram não tem nada haver com a realidade do ensino médio,que alguns elaboradores deste vestibulares se acham deus com suas vacas sagradas.
O Ensino fundamental está para recreativo do que se obter um ensinamento de verdade em toda minha trajetória de aluno de escola públicasó me lembro de quatros professores que me colocaram na rota do conhecimento´Que foram  no cursinho particular que fiz;os professores eram ótimos com seus discursos socialista e ferozes no capilalismo.
Enquanto nós,não fizeremos nada por esta educação,á mão de obra no Brasil deixará muito, á desejar para um País que estar com um crescimento economico mostruoso ,e nosso ensino retrogodos como nós ensinamentos de padres jesuitas.

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Capitalismo Consciente
Por: Maria Helena Santos
No Canadá foi criado um programa chamado "Crédito do Carbono".
Este crédito funciona da seguinte forma: quando uma empresa está produzindo excesso de carbono, (um gás tóxico, que destrói a camada de ozônio), a empresa recebe o "crédito carbono", que é um desconto nos impostos pagos ao governo.
Por exemplo:  um kilo de carbono de excesso,  a empresa recebe 10% de desconto no imposto que a empresa paga mensalmente ao governo. Existem pessoas treinadas em localizar empresas que produzem excesso de carbono, são os caçadores de carbono que trabalham para o governo americano. O nível de carbono expelido que a empresa , ou fazendeiros ou instituições seja esta qual for, está produzindo é medido e taxado o valor em peso e dinheiro, ex: um kilo de carbono , corresponde a aproximadamente um desconto no imposto de R$ 600,00 dólares. Os empresários e fazendeiros,  utilizam o dinheiro do desconto para comprar equipamentos tecnológicos de ponta,  usados  para diminuir o excesso de carbono depositado na atmosfera e reduzir o efeito estufa.
Este é um processo financeiro – ecológico  à longo prazo que pode render aproximadamente 15 bilhões de dólares ao ano, no mercado financeiro mundial.
O preço do carbono é R$ 25, 000,00 mil dólares a tonelada, é a cotação hoje na bolsa de valores americana, com tendência ao aumento deste valor.
Muitos ficarão ricos com este negócio, claro, mas não é uma riqueza ilícita, mas sim,
"Capitalismo Consciente".
O planeta  sobrevive sem dinheiro, mas não sobrevive sem o ar que respiramos, este fato gera uma competitividade grande neste novo negócio. O governo compra o carbono, o ar é preservado e o mercado de comodidies movimenta bilhões. Este é um projeto  que trará o resultado a longo prazo.
O gás metano, também é nocivo a camada de ozônio do planeta.
Na Ìndia, existem muitos criadores de gado, cuja as fezes produzem toneladas de metano por mês. Portanto foi criado o "vale carbono –metano".É o mesmo sistema do carbono, o governo concede descontos para que haja menos produção de "carbono – metano".
Com a economia feita pelos criadores de gado, em uma comunidade pobre no interior do sul da índia, foi implantado um sistema de máquinas que transformam as fezes do gado em gás metano para uso doméstico. As mulheres da região estão felizes porque agora cozinham com em fogão à gás metano, produzido por pessoas da própria região, que receberam também treinamento para trabalharem neste no processo de transformação de metano biológico em metano doméstico. O governo enviou químicos, e técnicos para treinar os homens da região, agora também os homens estão felizes por terem um novo modo de ganhar dinheiro, trabalhando por conta.Por causa deste projeto  de compra de gases nocivos,  muitas pessoas estão plantando muitas arvores em suas casas e propriedades para obter descontos nos impostos.Agora  as pessoas ainda estão sendo movidas pela ganância, porém acreditam os defensores do projeto que com o tempo, as pessoas farão deste processo de venda um hábito e desenvolveram  a cultura da preservação do ambiente para as futuras gerações.A ganância pode não ser o melhor caminho para este processo, porque gera desequilíbrio social financeiro . Quem tem bastante , acaba acumulando mais dinheiro. Porém , é preciso entender que algo já está sendo feito pela conservação do nosso oxigênio, da nossa atmosfera; é o primeiro dos muitos passos a serem dados em favor das gerações futuras, e isto deve ser considerado uma evolução  humana.
O "Capitalismo Consciente" traz benefícios incontáveis para as gerações vindouras.

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 Informalmente, sem recorrer a dicionários, a palavra “politizar” pode ter dois significados relevantes. Um deles, aplicado por quem a utiliza negativamente, diz respeito a quem passa por cima das evidências técnicas ou científicas de um tema, aplicando-lhe sentido partidário, ideológico ou classista. Na outra ponta, os que usam o verbete de forma positiva, apontam-no como o ato de liberar as mentes e as ações das pessoas e dos grupos da sociedade, para uma melhor compreensão da política, especialmente quando esta se volta para a superação dos entraves que tornam o poder refém de minorias contrárias aos interesses do povo.
Em ambos os casos, para mim, a expressão ‘politizar’ é interessante e importante.
No caso, quando politizar significa abrir polêmica e disputar um espaço no quadro social ou intelectual, essa palavra assume a justa e necessária (e difícil em nosso sertão norte-mineiro) luta das pessoas ou de seus grupos sociais por vias de participação nos foros de discussão e/ou de decisão da sociedade e do Estado. Politizar é, neste contexto, exercer o sagrado princípio democrático de livremente poder expressar ideias, equivocadas ou não, brandindo-as contra outras opiniões que estão postas, ou fundindo-as, formando um conjunto crítico de questionamentos, de projetos e de respostas. A polêmica daí surgida tem valor na medida em que desperta as atenções, até então dispersas e acomodadas, para assuntos de relevância para a vida de muitos. Não há que se ter medo de ‘politizar’ debates. O receio deve existir quando aparentemente todos concordam com algo que, no submundo dos “medos de falar” ou dos “silêncios impostos”, ainda permanece nas centelhas da dúvida ou da inconformidade. Aí sim, há riscos para a sociedade. ‘Politizar’ seria a consequência lógica e coerente da atitude cidadã em uma sociedade livre, multicultural e democrática. Tomar partido é atitude correta e corajosa de quem tem ideias e as quer apresentar à crítica e ao ‘todo-social’. É virtude ter posicionamento, defendê-lo, lutar por ele. É sabedoria respeitar as divergências, mesmo quando não se abre mão daquilo que se acredita.
Quando politização assume o sentido de ação libertadora da sociedade, ela se explica numa atitude pedagógica que leva pessoas e grupos a tomarem consciência do seu papel político, da importância da política e de como se constituem a sociedade, o Estado e os seus mecanismos de existência e sustentação. É mais do que fazer as pessoas assumirem partidos políticos, candidatos ou ações de campanha em época de eleições. É um processo lento, duradouro e constante. Realiza-se mais com exemplos de práticas honestas, do que com teorias ou esquemas supostamente científicos. Esta concepção de ‘politização’ deveria ser de responsabilidade de todos, especialmente dos políticos (mas aí já é querer demais!) e também da família, das igrejas, das escolas, do judiciário, das associações da sociedade civil, enfim, de todos os que querem uma sociedade mais justa e em conformidade com o estado de direito.
Os políticos ‘politizariam’ a sociedade se, em princípio, começassem a agir conforme suas atribuições legais, não se fazendo passar por vendedores de ilusões ou mágicos. Bastaria que vereadores fossem tão somente vereadores e que prefeitos não se tornassem pequenos ditadores (existem os bons políticos, deixe-se claro!). Também, se a lei fosse aplicada a todos por igual, principalmente não havendo privilégios a ricos e abusos com os pobres, a sociedade seria ‘politizada’ quanto aos seus direitos e deveres, não ficando submetida ao clima deseducador da impunidade que paira no ar.
Famílias, escolas, igrejas e associações fariam muito bem à ‘politização’ social se levassem os seus membros a se tornarem mais críticos, interpretativos dos sinais dos tempos, líderes em variadas situações, atuantes em favor da dignidade humana, justos nos negócios e na lida em sociedade.
Não tenha medo de ‘politizar’. A coragem está em ser livre para manifestar aquilo em que se acredita.

9 de dez. de 2011

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Violência no Brasil, outro olhar

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.
A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. A escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, somados a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuíram enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.
Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.
As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.
A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.
Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.
Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios" .
A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

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No Dia Internacional de Combate à Corrupção, quem merece parabéns?


Hoje é o Dia Mundial de Combate à Corrupção. Em Brasília, a data receberá tratamento discreto nos Três Poderes. Da polêmica sobre os “bandidos de toga”, passando pela absolvição de Jaqueline Roriz na Câmara dos Deputados e os seis ministros sob suspeita demitidos do governo Dilma, a data não será marcada por um período exatamente simbólico. Sem contar que há duas semanas o Brasil apareceu em 73º lugar no ranking de percepção de corrupção feito pela Transparência Brasil.
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8 de dez. de 2011

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DIA DOS GERAIS- LUIZ HENRIQUE (*)

Matias Cardoso - Primeiro Povoado da Região.

Após uma espera de seis anos, o Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em 2º turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 21/11, com o voto de todos os deputados presentes. A proposição dá nova redação ao artigo 256 da Constituição do Estado, estabelecendo o dia 8 de dezembro como o Dia dos Gerais, entre as datas comemorativas do Estado, ao lado do dia 21 de abril, Dia de Tiradentes e do 16 de julho, renomeado como Dia de Minas.
Como relator defendi esta proposta e lutei pela sua aprovação, por acreditar que se faz urgente ressignificar o papel desempenhado pelo Gerais na fundação e consolidação do Estado de Minas Gerais e reafirmar a ideologia da mineiridade de que aqui há os mineiros e os geraizeiros.
A criação do Dia dos Gerais é uma bandeira que, já em 2005, motivou o Movimento Catrumano, articulado por intelectuais, artistas e políticos do Norte de Minas, a dar início a uma ação coordenada, em defesa do reconhecimento de que a primeira região mineira a ser povoada foi o Norte de Minas, através dos currais do Rio São Francisco e do Rio Verde, nas atividades agropastoris dos gerais.
Integraram este movimento o antropólogo e professor da Unimontes, João Batista Costa - Joba,  o presidente da Amagis, o Juiz de Direito Bruno Terra Dias, a ex-deputada e secretária Elbe Brandão, o ex-reitor da Unimontes, Paulo César, o presidente da Fundação Darcy Ribeiro, Paulo Ribeiro, a subsecretária de Desenvolvimento Urbano, Beatriz de Sá, o presidente da Amams, Walmir Morais de Sá, o prefeito de Matias Cardoso, João Cordoval, dentre tantos, além de instituições como a Fundação Cultural Genival Tourinho e a Universidade Estadual de Montes Claros.
Na ocasião, a deputada Ana Maria Resende, apresentou a PEC 95/2006 que transfere simbolicamente a capital do Estado para Mariana e Matias Cardoso, alternadamente, nas comemorações do Dia do Estado de Minas Gerais. No entanto, ela não foi aprovada, causando grande frustração em todo o sertão mineiro. Posteriormente, o deputado Paulo Guedes, voltou a apresentar a PEC 21/2011 que foi analisada por uma Comissão Especial que teve como presidente o deputado Tadeu Martins Leite, e eu como relator.
Mergulhei em um trabalho de pesquisas, busquei apoio em referências bibliográficas, estudos e pessoas, sobretudo do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, dr. Jorge Lasmar, do antropólogo João Batista Costa, que já  produziu um extenso material baseado em dados históricos recentemente revistos e sistematizados, e do Juiz Bruno Terra Dias, que produziu um artigo sobre o tema.
Convicto e embasado, fiz um intenso trabalho de mobilização junto aos colegas parlamentares para convencê-los de que se faz urgente este resgate da importância de Matias Cardoso e do Norte de Minas na constituição do nosso Estado.
Contamos, ainda, com o apoio do governador Antônio Anastasia, que já havia criado o Conselho da Medalha Matias Cardoso, do vice-governador, Alberto Pinto Coelho, que se pronunciou favorável à proposta e do presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro.
Rubem Alves afirmou que um dos princípios da política é sonhar os sonhos do povo e se dedicar a transformá-los em realidade. Neste dia 8 de dezembro, tornamos realidade um sonho do povo norte mineiro, reconhecendo que Minas, de fato, são muitas, e esta importante região de Minas é O GERAIS!!

 (*) Deputado Estadual

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Internetês ou Português - O Analfabetismo Virtual
Por: Leandro Braçaroto
Nos dias de hoje é normal encontrarmos em bate-papos, jogos, conversas entre usuários, uma linguagem totalmente diferente: o internetês adotado por muitos jovens.
Vamos ao Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet%C3%AAs): O internetês é uma linguagem surgida no ambiente da internet, baseada na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de tornar mais ágil e rápida a comunicação, fazendo dela uma linguagem taquigráfica, fonética e visual. Abreviações, simplificações, símbolos criados por combinação de caracteres, símbolos gráficos próprios, e uma diversidade de recursos de comunicação por imagens utilizados na internet são as principais características encontradas nas mensagens que utilizam esta linguagem.
Vamos a alguns exemplos: "Td de bom p vc. Xau, bju!, Blz, t+! A gtn se fla por aki. Bjaum!" (o certo: Tudo de bom para você. Tchau. beijo!, beleza, até mais" A gente se fala por aqui. Beijão"), "Kd vc q naum dexo coments no meo flog pra eu fla c vc?" (o certo: Onde está você que não deixou um comentário na minha página pessoal de fotos para eu falar contigo?). Estas são frases típicas do que alguns professores, estudiosos da língua e gramáticos passaram a chamar de internetês. Mas pra falar sério, o que é possível encontrar atualmente na internet é brincadeira: "toaxandumoskema" (o certo : estou achando o maior esquema) entre outros é o principal problema.
Sim! Tudo quer dizer a mesma coisa! E acredite, há muita gente que só escreve na internet assim. Para essa galerinha, teclar com amigos escrevendo de forma natural e obedecendo às regras da gramática portuguesa pode ser brega, cafona e até mesmo sinônimo de uma pessoa ultrapassada.
O termo internetês, que ainda não está no dicionário (ainda, diriam os que já sabem que delete, off-line e on-line já constam no vocabulário - Leia a matéria! http://www.acessa.com/informatica/arquivo/narede/2005/12/19-vocabulario/ ), expressa a nova forma de escrever adotada pela maioria dos jovens e adolescentes com o hábito de conversar em chats e programas de bate-papo. A maneira colocou como regra o não uso de acentos, a possibilidades de inventar palavras ou emendá-las obedecendo somente à fonética.
A internet e as novas tecnologias de comunicação, além de mudar nossos hábitos, nossa percepção de mundo, está querendo agora mudar o ... português. É impressionante como o internetês está por todos os lados. Você, que tem um certo cuidado em relação à sua escrita, vê-se desestimulado quando olha para a grande maioria dos blogs e sites cujos autores eScReVeM aXiM, por exemplo. Erros de ortografia seguidos de erros de pontuação dão passagem a inúmeros erros gramaticais. Enfim, quando você percebe, a bola de neve já se formou e vem em sua direção. Independente do lado que escolher, parece ser impossível fugir.
Mesmo que não se sinta bem em relação às suas dúvidas sobre português, lembre-se, há editores de textos que podem ser de grande valia nessas horas – apesar de nem sempre serem totalmente confiáveis - Se você não sabe como se escreve aquela palavra ou não tem certeza se conjugou corretamente o verbo, tente-se ajudar usando um dicionário. Com certeza a nossa e a sua leitura serão bem melhores.
Ter pelo menos um certo conhecimento da sua língua e tentar escrever corretamente são o que todos deveriam buscar. Faça do seu blog, site, flog etc, um local de leitura agradável. São nesses espaços que podemos aperfeiçoar nossa escrita, nosso maravilhoso português. Ao contrário do que você imagina, isso atrairá leitores e quem sabe até fãs! Tenha em mente que você pode escrever sobre o que quiser, mas perceba que não adiantará em nada escrever sobre algo interessante se você não souber expressar-se.
O principal problema do internetês é quando esta forma errada passa-se a virar rotina e causar dúvidas na hora da escrita correta, como coletado na internet, uma frase de uma garota de 14 anos, estudante do ensino médio: "Muitas vezes escrevo e tenho que apagar. É uma coisa muito natural pra mim, porque na verdade escrevo muitas vezes mais no computador que no papel", diz. Neste artigo (http://www.acessa.com/informatica/arquivo/galeraweb/2006/01/18-internet/) é retratado que ela digita tudo em uma grande velocidade, muitas vezes, superior ao tempo gasto para escrever em papel, e passa em média seis horas do dia em frente ao computador. Desse jeito, fica realmente muito difícil não se confundir.
Para defender a idéia, a professora da garota também diz: "Imaginemos uma história com início meio e fim. Para nós, adultos que não tivemos uma experiência com computadores tão profunda como essa nova geração tem, parece mais que natural desenvolver uma ordem cronológica para o nosso discurso. Simplesmente, a maioria desse pessoal que passa o dia falando no computador, não consegue. Muitos não entrelaçam os parágrafos, não amarram as idéias e não possuem um poder de argumentação tão aguçado".
Até onde chegaremos? Atualmente temos até o inglês incorporado em meio ao português: "vo fase um fake profile ai tu add e deixa um scrap" (o certo: Vou fazer uma outra conta com meu perfil, com isso você me adiciona e me deixa um recado) ou "vo por um mod pra dá um clean no visual" (o certo: Vou colocar uma modificação para dar uma limpada no visual), e cada vez mais se não formos "aprendendo" o internetês ficamos de fora das comunicações com os jovens.
E o pior: o internetês é uma técnica que tende a crescer. Segundo a E-Consulting, o Brasil tem 25 milhões de internautas. E, de acordo com pesquisa do Ibope/NetRating, os brasileiros ficaram, em julho do ano passado, em média, cerca de 16h e 54min conectados, ou seja, somos a população que passa mais tempo na internet no mundo. Fica claro que a web e sua linguagem são coisas cada vez mais presentes no cotidiano brasileiro.
Reflita uma coisa... De que adiantou você ter passado anos e mais anos na escola estudando português, se tudo o que aprendeu não é sendo usado dentro do seu padrão de leitura e escrita?! Procure um dicionário na hora de escrever, quando escrever, escreva corretamente, atentando-se a acentos, parágrafos, exposição de idéias. Faça um texto com coesão e coerência. Nosso português agradece e, principalmente, quem ler seu texto.